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As festas de final de ano chegaram, e agora?

Escrito por Lain. Publicado em Animais, Bem Estar Animal, Festas | 9661 visualizações

As festas de fim de ano estão chegando, e uma grande preocupação de quem tem cães ou gatos são os fogos de artifício, que embora lindos, fazem um barulho capaz de deixar nossos pets desesperados! Então separei algumas dicas que poderão amenizar esse problema e deixar o final de ano um pouco mais tranqüilo.

A primeira dica é tentar dessensibilizar o animal. Esse método costuma funcionar bem com cães, especialmente se ainda forem filhotes, mas deve ser bem conduzido. O animal deve sentir total segurança por parte do dono, portanto não demonstre medo durante a queima de fogos, tampouco pegue o animal no colo para protegê-lo. Ao invés disso, haja naturalmente e com firmeza. O animal precisa saber que não há motivos para temer, então brinque muito e faça festa, dê petiscos e associe o barulho com alguma coisa boa. Mostre que não existe razão para pânico. É necessário ter muita paciência, pois alguns cães não modificam o comportamento de uma hora pra outra. Se for possível, faça esse procedimento sempre que tiver oportunidade, diante de quaisquer barulhos que costumam assustá-lo.

Florais também costumam ajudar nessas situações, mas devem ser administrados sempre sob supervisão de um profissional. Procure um veterinário que trabalhe com medicina alternativa e veja com ele a melhor opção para seu animal.

Porém, alguns cães não respondem bem à dessensibilização, então são necessários cuidados extras nesse período, que incluem acima de tudo segurança para evitar acidentes:

 - Durante os estouros dos fogos, jamais deixe o animal sem supervisão. Mantenha-o dentro de casa em um cômodo calmo e monitore-o para que ele não se machuque. Não o segure à força, muitos animais acabam mordendo e/ou arranhando em função do medo. Forneça brinquedos para que ele possa morder e se distrair, feche as janelas e ligue um rádio ou TV para tentar abafar o barulho.

 - Gatos devem ter à disposição um lugar para se esconder, como uma caixinha, por exemplo, pois diferentemente dos cães, eles preferem ficar isolados em algum local seguro. Não force brincadeiras ou contato, apenas deixe-o à vontade e observe-o para que não se machuque. Se mesmo tomando cuidado você for mordido ou arranhado, não castigue o animal, lembre-se de que ele está sofrendo e com muito medo.

 - Se seu cão vive no pátio e você não tiver como levá-lo para dentro de casa, certifique-se de que ele não terá como fugir, mantenha portões bem fechados, pois animais em pânico tendem a sair correndo e irem para a rua, o que poderá ser fatal. Observe-o o tempo todo, não o deixe sozinho em hipótese alguma, pois ele estará muito assustado. Forneça um local (casinha ou caixa) para que ele possa se abrigar. Retire a alimentação durante esse período, para evitar afogamentos (falsa via). Não o deixe preso por correntes, é muito comum enforcamentos e morte em função do pânico. Portanto novamente repito, a melhor dica é sempre mantê-lo dentro de casa, só o deixe no pátio se não houver outra alternativa.

- Não esqueça de usar sempre plaquinha de identificação no seu animal contendo nome e telefone para contato. Isso auxilia em caso de fuga e facilita a devolução do animal.

Esses cuidados são importantíssimos para manter seu animal livre de acidentes que podem custar-lhe a vida. Não descuide de seu melhor amigo, pois ele confia em você para viver bem e em segurança! Boas festas, e feliz ano novo!



Você percebe que está ouvindo U2 demais quando…

Escrito por Lain. Publicado em Novidade, Rock'n'Roll | 8612 visualizações

…tem uma mosca na sua casa e você nem liga.
…você usa óculos escuros dentro de casa.
…você atende ao telefone falando “Hello Helloooo”.
…você realmente está pensando em fazer uma tatuagem do U2.
…você se considera meio irlandês.
…enquanto todos têm uma bola de praia inflável, você tem um limão gigante inflável.
…a única palavra em alemão que você conhece é “Achtung”.
…não importa a situacão em que você se encontre, tem sempre um trecho de uma música do U2 que se encaixa perfeitamente.
…é 16 de junho, o relógio marca 9:05 e você automaticamente espera a campainha tocar.
…você escuta Suspicious Minds no rádio e comeca a cantarolar Angel of Harlem.



A consciência por trás da boa ação.

Escrito por Lain. Publicado em Bem Estar Animal, Doação de Animais, Proteção Animal | 1946 visualizações

Os dias andam complicados ultimamente. Principalmente para quem ama animais e se preocupa com as crescentes ondas de maus tratos que estamos vivenciando em todo o país. Abandono, espancamentos, animais queimados, enterrados vivos, esfaqueados, chutados, humilhados. Crueldades que abalam até os corações mais frios e insensíveis. Neste contexto, está cada vez mais comum vermos pessoas mobilizadas em prol desses animais, organizando passeatas, manifestações por leis mais rígidas, projetos para a retirada de cães e gatos das ruas entre outras ações de proteção. Mas muitas pessoas possuem uma visão totalmente equivocada do que realmente é proteger um animal, do que é fazer algo que efetivamente traga um benefício a curto, médio e longo prazo.

Então vamos ver: qual a sua visão de proteção animal? O que é proteger para você? Você acha que proteger é educar? Claro que é. A educação é a base de todo o processo e deve ser feita constantemente e em todas as etapas, pois é através da educação que você vai conseguir conscientizar, mudar opiniões e conceitos, abrir horizontes, instigar, plantar sementes que irão estimular pessoas a tomarem atitudes corretas. E estas pessoas, irão educar mais pessoas e assim por diante.

Mas é claro que somente educar não basta, é preciso mais. Resgatar, alimentar, reabilitar, vacinar, vermifugar, doar. Sim, retirar animais das ruas e doá-los a lares responsáveis é um ato nobre e merece ser incentivado, desde que realizado com critério e racionalidade. Então vamos lá novamente. O que mais importa para você, doar animais? Montar um álbum no seu perfil do facebook com milhares de fotos de cães e gatos que foram orgulhosamente entregues a novos donos? Dormir com a consciência tranquila por ter retirado dezenas de animais das ruas acreditando que você fez tudo e até um pouco mais do que podia, e portando, foi mais do que suficiente? Este é mais um grave erro que algumas pessoas cometem ao pensar que estão fazendo proteção animal. Pois a eficiencia de uma pessoa se mede não pela quantidade de animais resgatados e doados, mas sim com a forma como estes resgates e estas doações são conduzidas. Por exemplo: você acredita na importância da esterilização de cães e gatos antes de serem doados? Se você acredita e coloca em prática, parabéns, você está no caminho certo. Mas se você é daqueles que não vê importância nisso, afinal o que importa é doar o animal e nada mais, eu acho que seria importante esclarecer alguns pontos:

1 – a responsabilidade sobre o cão ou gato resgatado e doado não acaba no momento em que você o entrega nas mãos do novo dono. Tudo o que ocorrer após isso, será em parte, sua responsabilidade também, simplesmente porque toda e qualquer atitude que você tiver com um animal hoje irá refletir no futuro dele. Se você fizer a coisa certa, ele será feliz e terá a chance de uma vida digna. Se você fizer besteira, ele sofrerá.

2 – já que a responsabilidade sobre o futuro do animal doado será em parte sua, obviamente que, se você o entregar inteiro (não castrado) e ele procriar, a responsabilidade sobre os descendentes gerados também será sua. Ou seja, se um dia você descobrir que o filhote do filhote do filhote daquele cãozinho que você entregou sem castrar foi parar no meio da rua, boa parte da culpa será sua. Pois lembre-se: toda atitude sua para com o animal irá refletir no futuro dele.

3 – se você aceitar e estimular pessoas a doarem animais nestas condições, você estará sendo conivente com uma atitude que poderá refletir negativamente no futuro deles. Lembra quando falamos em educação? Pois este é o momento. Se você sabe o que é correto, porém vê pessoas agindo de forma contrária, eduque. Oriente, plante a semente, não seja conivente com atitudes errôneas e que em nada ajudarão a mudar a situação

4 – não pense que todas as pessoas são como você é. Não entregue um animal inteiro acreditanto que o novo dono irá cuidar do resto, porque não é assim que funciona. Estatisticamente, 80% dos animais entregues inteiros (não castrados) continuam assim, ou seja, são potenciais fábricas de filhotes que amanhã ou depois estarão nas ruas também. E com apenas um detalhe: cada cadela ou gata trará 5, 6 ou 8 filhotes por parto. Haverá lares para todos? Obviamente que não.

Portanto nota-se que fazer proteção não é tão fácil quanto possa parecer. Várias etapas terão de ser seguidas com o foco final, que é a doação do animal em perfeitas condições de saúde e devidamente esterilizado à um tutor responsável. Mas aí você pode estar se perguntando: “Eu já tiro da rua, dou banho, comida e até vermífugo. Já não estou fazendo o suficiente?” Não, não está. Simplesmente porque a retirada do animal das ruas é a parte mais fácil de todo o processo, o mais difícil vem a seguir: reabilitar, dar assistência, vermifugar, vacinar, esterilizar, escolher um bom adotante e somente então doá-lo. Se você fizer o serviço pela metade, você estará tomando atitudes que, mais uma vez eu repito, refletirão negativamente no futuro deste animal.

Como fazer então para cumprir com todas estas etapas e poder dormir com a conciência tranquila, sabendo que o que você fez foi um bom trabalho? A primeira dica é jamais querer abraçar o mundo. É bastante complicado, pois em cada esquina vemos cães e gatos famintos e implorando por ajuda. Porém eles são muitos, e infelizmente não se pode salvar todos sozinho. Você precisa ter em mente que mais vale poucos animais salvos de forma adequada, do que muitos resgatados pela metade. Então programe-se. Tenha a certeza de que você poderá arcar com toda a responsabilidade. Pense que este animal necessitará de cuidados, alimentação, vermifugação, vacinação, esterilização para depois ser encaminhado ao novo lar. Não tenha pressa, pois embora existam outros lá fora, também existem pessoas como você e que também estarão fazendo a sua parte. Cuide de um por vez. Não leve 10, 20 animais para dentro de casa, pois acredite, você não conseguirá dar conta nem do mínimo necessário.

Na verdade então, você pode ir por dois caminhos. Se você quer ajudar e não tem como levar pra casa, providencie atendimento para este animal, castre-o e devolva-o para a rua. Passe a monitorá-lo como animal comunitário e coloque-o na prioridade para ser adotado. Isso se chama CED – Captura, esterilização e devolução. Não é o ideal, confesso, mas é uma ótima alternativa para quem quer ajudar e não tem disponibilidade de fornecer lar temporário. Além disso, a CED elimina a necessidade de abrigos que servirão como futuros depósitos de animais e locais de “desova” de centenas de cães e gatos.

O outro caminho é você dar à este animal um lar temporário até o momento da doação. Com o animal em casa, providencie atendimento veterinário. Não faça diagnósticos nem institua tratamentos por conta própria. Procure um serviço que atenda a baixo custo na sua cidade e programe a castração deste animal. Conte com auxílio de ONGs se for o caso, faça uma rifa, convide amigos para ajudar, firme parcerias com veterinários na cidade, mas jamais esqueça: mesmo assim, a responsabilidade sobre este animal ainda é sua. Você o resgatou, é você que deve zelar pelo seu bem estar.

Quando tudo estiver encaminhado e o animal recuperado, comece a procurar um novo tutor. Esta é outra etapa de fundamental importância, pois você precisará de um tutor responsável. De nada adianta doá-lo, se em uma semana ele voltar para as ruas. Ou então ele passar fome, apanhar ou não se adaptar com outros animais existentes na casa. Portanto, converse com os possíveis adotantes. Faça entrevista, pergunte onde moram, se é seguro e limpo, porque decidiram adotar um animal, quais as condições de moradia, se existem outros animais, doenças pregressas, etc. Fale também sobre guarda responsável. EDUQUE, oriente, coloque-se a disposição para tirar dúvidas e sempre que possível, faça uma visita até o local onde o animal irá viver. Faça termo de adoção, em duas vias e assinado por ambas as partes, jamais abra mão disso, pois é a garantia de que você fez a sua parte da forma mais correta possível, e lhe dará respaldo inclusive se um dia você tiver de retirar o animal da casa. Exagero? Claro que não afinal mais uma vez (isso já está ficando até chato), toda a atitude sua para com o animal resgatado irá refletir positivamente ou negativamente no futuro dele. Portanto se você entregar o animal para qualquer um e este animal tiver acesso às ruas e for atropelado, por exemplo, boa parte da culpa da morte dele será sua. Pois foi você quem o colocou naquela casa e nas mãos daquele dono.

Pronto. Se você compreendeu que todas as etapas acima são fundamentais e conseguiu colocá-las em prática, você está efetivamente fazendo proteção animal. O caminho a ser seguido é este e nenhum outro. Boas ações são válidas sempre, mas a racionalidade deverá sempre falar mais alto pois estamos falando de vidas que, dependendo de nossas atitudes, viverão felizes ou não, terão bons donos ou não, serão saudáveis ou não. As decisões são nossas, mas as consequencias refletirão diretamente neles. Portanto pense muito bem ao decidir salvar a vida de um animal, e por favor, faça a coisa certa!



Manifestação por Justiça para os Animais

Escrito por Lain. Publicado em Animais, Bem Estar Animal | 4203 visualizações

Pessoal, vamos falar por aqueles que não tem voz e lutar por JUSTIÇA para os animais! Vamos participar da Manifestação em frente ao Palácio Guanabara, RJ, dia 04/01/2012, às 10.00hs. Convidem amigos, vizinhos, parentes e vamos defender quem não tem como se defender sozinho. São Lobos, Lanas, Jades….animais massacrados e maltratados por aqueles que deviam protegê-los. O objetivo desta manifestação é pedir por Delegacias de Proteção Animal no estado do Rio de Janeiro.

Outras manifestações a favor dos animais:

DATA DA MANIFESTAÇÃO: 22 DE JANEIRO DE 2012 (DOMINGO)
HORÁRIO: 10h00
TODOS JUNTOS SAIREMOS NA CAMINHADA PELO RESPEITO AOS ANIMAIS. A MANIFESTAÇÃO ACONTECERÁ SIMULTANEAMENTE EM EM VÁRIAS CIDADES DO BRASIL.

LOCAIS CONFIRMADOS ATÉ O MOMENTO:

› SÃO PAULO – SP: Av. Paulista, em frente ao Masp.
› BELO HORIZONTE – MG: Praça da Liberdade, em frente ao Palácio.
› RIO DE JANEIRO -RJ: Em frente ao Copacabana Palace.
› FLORIANÓPOLIS -SC: R. Padre Miguelinho , 55 – Centro – Em frente a Catedral Metropolitana de Florianópolis.
› SALVADOR -BA: Jardim de Alah (no gramado próximo as tendas de massagens) às 8:30.



Leishmaniose: O cão é a vítima, não o vilão!

Escrito por Lain. Publicado em Animais, Bem Estar Animal, Leishmaniose | 4714 visualizações

Olá pessoal. Hoje quero compartilhar com vocês uma mensagem que recebi e que me deixou extremamente feliz! Há alguns meses atrás recebi um e-mai de um rapaz relatando que seu cão Astor estava diagnosticado com Leishmaniose. Ele pedia por orientação acerca do tratamento, pois Astor, um Rottweiler de 4 anos de idade tinha um significado muito grande para a família. Obviamente que sou a favor do tratamento e estimulo os donos a procurarem ajuda quando sinto que eles terão responsabilidade e comprometimento com o animal. Mas porque tratar, se a recomendação da Portaria interministerial é eutanasiar os cães positivos? Simplesmente porque matar não resolve, e tratar sim!

Antes de continuar, gostaria de esclarecer melhor o meu ponto de vista. A leishmaniose é uma zoonose potencialmente fatal. Vários animais silvestres e domésticos albergam o protozoário, que  através de um vetor (mosquito), fecha o ciclo e transmite a doença ao homem. Um dos reservatórios é o cão. Pelo fato de o cão ser o animal mais próximo do homem, ele é tido como o principal vilão na transmissão da leishmaniose, e em função disso milhares de cães são eutanasiados todos os anos no Brasil.

Quem defende a eutanásia destes animais baseia-se no princípio de que ao exterminar o reservatório, acaba-se com a doença. A própria Portaria Interministerial 1.426 de 11 de Julho de 2008 afirma que:

Considerando que não há, até o momento, nenhum fármaco ou esquema terapêutico que garanta a eficácia do tratamento canino, bem como a redução do risco de transmissão;

Considerando a existência de risco de cães em tratamento manterem-se como reservatórios e fonte de infecção para o vetor e que não há evidências científicas da redução ou interrupção da transmissão;

Considerando a existência de risco de indução a seleção de cepas resistentes aos medicamentos disponíveis para o tratamento das leishmanioses em seres humanos; e

Considerando que não existem medidas de eficácia comprovada que garantam a não-infectividade do cão em tratamento, resolvem: (…)

Dessa forma, de acordo com a supracitada portaria, fica proibido o tratamento da leishmaniose visceral em todo o território brasileiro em cães infectados ou doentes, com produtos de uso humano ou produtos não-registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). É recomendada a eutanásia de todos os cães soropositivos ou doentes a fim de frear o avanço da doença e quabrar a cadeia de transmissão.

Porém, vale ressaltar que a Portaria tem pontos falhos e que não condizem com a realidade. Já foi provado que a eutanásia não se constitui em um método eficiente para frear a doença, pois o cão não é o único reservatório do Leishmania sp. Além disso, o mosquito é peça principal na transmissão, e sem ele o ciclo não ocorre e não tem doença. Portanto, devemos exterminar os mosquitos, e não o cão. Outro ponto que merece consideração é a respeito do tratamento. Se sabe hoje que o tratamento de cães com leishmaniose é efetivo, melhora significativamente a qualidade de vida do animal e quando associado ao uso de medidas preventivas como coleiras repelentes e vacinação,  reduz expressivamente a infectividade. Este texto, escrito pelo Médico Veterinário Prof. André Luis Soares da Fonseca, M.Sc., Abordagens atuais no Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina deixa bem claro estes aspectos. Já existem vários estudos que mostram inclusive a eliminação de todas as formas do Leishmania sp do cão, ocorrendo negativação no exame parasitológico, ou seja, o cão deixa de ser reservatório da doença. A vacinação também se constitui em um importantíssimo meio de prevenção, e estudos já mostram que cães vacinados são significativamente menos suscetíveis a contrair e também a transmitir a doença:

• Silva et al. 2001. A phase III trial of efficacy of the FML-vaccine against canine kala-azar in an endemic area of Brazil (São Gonçalo do Amaranto, RN). Vaccine: Esse estudo conclui que 92% dos cães vacinados apresentam proteção quando naturalmente desafiados versus 67% do  grupo controle.
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• Parra et al. 2007. Safety trial using the Leishmune® vaccine against canine visceral leishmaniasis in Brazil. Vaccine: Esse estudo conclui que 97,3% dos cães vacinados apresentam-se saudáveis após dois anos da vacinação.
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• Saraiva et al. 2005. The FML-vaccine (Leishmune®) against canine visceral leishmaniasis: A transmission blocking vaccine. Vaccine: Esse estudo conclui que anticorpos de cães vacinados previnem o desenvolvimento das formas promastigotas no flebotomíneo. Assim, a vacina seria bloqueadora de transmissão.

Bem, pontos de vistas devidamente esclarecidos, voltemos ao e-mail em questão. Quando o rapaz me escreveu sobre o Astor, ele estava ansioso e esperançoso de conseguir salvá-lo. Alguns meses se passaram e recebo a seguinte notícia:

Enviado em: qui 15/12/2011 09:39

Para: leotinna@yahoo.com.br

Oi Leo, Tinna, bom dia! Tudo bem com vocês?? lembram do Astor, meu cachorro que estava com Leish e vocês me incentivaram a cuidar dele? eu e minha familia estamos muito felizes, pois ele melhorou! ele toma os remédios diariamente ainda, o veterinário vem de vez em quando pra checar, mas ele está perfeitamente bem! Em anexo segue algumas fotos dele, e fiquem a vontade para colocar no mural sim!!!
Abraços!
Vinicius

Este e-mail me deixou extremamente feliz! É maravilhoso receber esse tipo de notícia e ter a certeza de que estamos no caminho certo, que a informação é a nossa maior arma, que educando e esclarecendo conseguimos mudar conceitos e atitudes. Veterinários, não tenham medo, tratem. Hoje, assim como o Vinícius, já existem muitos proprietários alcançando, mesmo que na justiça, o direito de permanecer com o cão e tratá-lo. Não se omitam, se informem, a omissão e falta de informação é o pior dos problemas. Aos proprietários, tenham em mente que a permanência do cão é um direito seu, que a vigilância sanitária não tem poder de lei para levar o animal à força e que tratar é possível sim e trás uma melhora considerável na qualidade de vida do animal. Portanto se o seu cão tem tanta importância em sua vida quanto tem o Astor na vida do Vinícius, não o mate: TRATE.

Seguem agora algumas fotos do lindo Astor, tratado e curado! Vejam que coisa mais linda!!!! Parabéns, Vinicius, por não ter desistido do seu amigão!