Sinteticamente, as razões que fundamentam o tratamento da leishmaniose visceral canina (LVC) são consistentes e de várias ordens, quais sejam: 1) técnica; 2) ética; e 3) jurídica.
Ordem técnica: o tratamento da LVC leva à cura clínica da doença, podendo a sorologia continuar positiva, o que apenas indica um prévio contato com o parasita, como acontece em outras doenças por protozoários, como na toxoplasmose e na doença de Chagas. Há um amplo arsenal de medicamentos que podem ser utilizados e o preço do tratamento, dependendo das drogas, é bem acessível. O receio de resistência medicamentosa é inerente no tratamento de qualquer doença infecciosa e não se justifica. O combate à LVC reside no controle do vetor. Se na dengue o controle do vetor é suficiente, por que para a LVC não é?
Ordem ética: os animais merecem o respeito e o amor dos seus proprietários, que podem e devem utilizar os medicamentos disponíveis para tratar estes que, muitas vezes, são os únicos companheiros e amigos.
Ordem jurídica: o proprietário tem direito a tratar do seu animal, como tem de defender a sua propriedade (direito constitucional), pois o cão é tido muitas vezes como um membro da família, portanto, um bem jurídico especial.
André Luis Soares da Fonseca | M.V. Mestre em Imunologia | Professor Adjunto da UFMSFonte: www.animaisdecompanhia.com.br

Abraços.
Eulália.
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Desculpe a demora em te responder...
Seguinte...
Questão nº 1 - procure conversar com um advogado que trabalhe com causas animais.
O seu direito de tratar o cão pode ser conseguido na justiça, já houve casos em que os proprietários ganharam o direito de tratar seus cães legalmente. Infelizmente não há outro jeito, em função da portaria que determina a proibição do tratamento para cães com leishmaniose...
Você até pode conseguir tratamento sim, com um veterinário que aceite tratar a doença, mas nesse caso você não teria respaldo da lei. Para garantir o direito legal de tratar o cão, somente através da justiça. E já sabemos de dois casos confirmados de vitória a favor do cão!
Isso é ótimo, pois funciona como porta de entrada para que novos casos sejam julgados favoravelmente!!
Questão nº 2 - o tratamento escolhido vai depender de uma série de fatores, tanto relacionados ao cão quanto á doença em si...o que deve ser feito é conversar com o veterinário que vai fazer o tratamento e juntos, vcs estabelecerem o melhor tratamento. É importantíssimo frisar que para que hajam melhores chances de sucesso, deve haver um grande comprometimento por parte do proprietário do cão...é um tratamento longo e que requer cuidados por toda a vida do animal.
Questão nº 3 - já estou entrando com contato com veterinários que conheço e que tratam a doença, para ver se consigo algum vet nessa região que você reside. Assim que eu souber, posto aqui!!!
Muito obrigado, e um grande lambeijo do Léo.
Boa sorte!

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Gostaria de informação :1) como proceder para garantir o direito de tratar o meu cão?
2) Qual o tratamento indicado?
3) Se vocês conhece algum medico aqui no Recife ou Paraíba que possa assumir o caso , a veterinária que nos acompanha não faz o tratamento.
Aguardo ansiosa a resposta.
Agradeço.
Eulália
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“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados”
PENSE NISSO!
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Embora tenhamos opiniões bastante divergentes, mas enfim...é assim mesmo...
O artigo naturalmente não foi escrito pela nossa equipe, foi apenas repassado, por se tratar de algo que acreditamos e que queremos muito que se torne realidade.
Sou a favor da legalização do tratamento dos cães e de um controle mais efetivo do vetor, e sou contra a eutanasia indiscriminada de cães.
E trago estes artigos (e continuarei a trazer) na tentativa de informar sobre outras possibilidades que não a autanasia destes cães, que muitas vezes nem verdadeiros positivos são. Muitos morrem sem ter a chance de confirmar a doença, e isso definitivamente não é legal.
Quanto ao tratamento, conheço alguns casos e tenho minhas razões para acreditar que é um caminho importante e válido sim.
Somos o ÚNICO país do MUNDO que ainda adota a eutanasia como forma de controle da doença!!!
Precisamos evoluir, e urgente. Chega de matança. E a informação é a nossa maior arma.
Obrigado por sua participação e fique sempre conosco. Todas as opiniões e participações são válidas.
Abraços.
Léo

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Na dengue, o controle do vetor não é eficaz como se fala não. Na verdade o que pode ser eficaz é a prevenção. Se o controle do vetor na dengue fosse tão eficaz... Não viveríamos epidemias de Dengue. Depende muito da consciência da população. E diferente da dengue, na LV quem alberga e transmite o parasito é o cão, que pode ficar trasnmitindo por vários anos sem apresentar os sintomas. Já na Dengue, a fonte de infecção é o próprio homem, que trasmite a doença por poucos dias (período de viremia). Apesar de ambas as doenças serem transmitidas por vetores, elas possuem ciclos extremamente distintos e que não permite tal inferência. É uma comparação muito infeliz. O controle da Lv depende de ações conjuntas e sistemática de forma continuada. depende de esforçoes mútiplos da sociedade civil, do Governo, das instituições privadas, ONGS e principalmente da consciencia da classe veterinária, que infelizmente, ALGUNS estão desprezando o que deveriam ter aprendido na Universdidade, da nossa importância para Saúde Pública. Mas, para aqueles que não aprenderam na Universidade deveriam pelo menos usar o bom senso e coLocar a mão na consciência e agir de acordo com o que diz a Ciência.
Fico muito triste com esse pensamento restrito voltado apenas para o cão como paciente e para o proprietário como cliente, de forma individual. Temos que saber que fazemos parte de uma sociedade e que existem nuitos pessoas e animais ao nosso redor. Devemos ter uma visão mais macro destas situações que ocorrem na LV. Podemos está fazendo algo que comprometerá a vida de várias pessoas. Pensem nisso!
Votes: -3
A leishmaniose visceral é um problema de Saúde Pública e não uma fonte de Renda.
Abaixo a demagogia e o conflito de interreses!
Votes: -3




Tinna é uma Fox Paulistinha de 03 anos. Esperta, sociável e elétrica, quando criança foi apelidada de "pilha duracel"! Sua energia nunca acaba, e Tinna esbanja felicidade para todos os lados. Linda, tem rabinho cotó, branca com machas pretas. Mora com seus humanos de estimação desde seus 2 meses de idade, e hoje, junto com Leonardo, administra o portal Nosso Mundo. Tinna é consciente acerca dos problemas que envolvem seus irmãos de patas e penas, e luta ontra o abandono e os maus tratos aos nossos animais. Se você gostou da Tinna e pensa como ela, acesse o nosso site e junte-se a nós.

